quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Quase Stonehenge

É de suma importância deixar bem claro que não haveria necessidade de ser assim e nem seria assim, se eu conseguisse sentir de volta pra mim todo o sentimento que eu entrego pra você! É como se o fio estivesse sendo cortado, e com o perdão do trocadilho: é como se estivessemos por um fio.
Não sei mais o que dizer; o que fazer; o que pensar; como agir, se parece que nada que eu faça irá mudar a tua forma de ser. Sabe quando você quer muito alguma coisa, mas ao mesmo tempo vê uma grande necessidade de abrir mão dela pra obter a paz tão quista? É mais ou menos isso que está acontecendo comigo. Cada ação traz junto uma reação e cada desamor traz junto uma atitudade de dor. E cada um de nós peca de um jeito.
Fiz o possível pra não me machucar, fiz o possível pra não tornar o meu bem um veneno pra mim, mas parece que a cada segundo que passa as coisas só pioram e não há mais a necessidade da insistência em tanta dor. Eu também não quero te machucar, juro que não. Eu tenho uma justificativa tããão aceitável para o meu jeito, mas não consigo ver a tua, e não é porque é mais fácil tomarmos o nosso partido e tapar os olhos aos outros, não. É que no meu mundo se perdoa de olhos fechados o amor em excesso, mas o desamor (ou a ausência de expressão que faz o amor de disfarçar de DESamor) não consegue tem vez.
Dizer que amo pra mim já tornou-se em vão, parece que nada que eu faça irá tornar essa pedra um pouco abalável. É, a música que eu mais gosto começa a se aplicar em minha vida.

"Inabalável
Não há como fazer você parar pra pensar
Como eu tenho agido nos últimos dias
Em que eu lhe vi

É certo que largar mão de algo que você gosta demais o fará sofrer, porém se já há um sofrimento e não há um abraço apertado para suprir esse espaço, qual seria o menor sofrimento?
e por favor não pense que isso é o que eu quero, eu quero só você, mas quero de corpo e alma!
@MarlonFernando

domingo, 7 de novembro de 2010

Palavras batidas, gastas.

Já havia escrito um texto enorme falando de Amor x Desamor, mas não acho que vale mais ficar batendo na mesma tecla. Já falei tudo o que tinha que ser dito. Já olhei nos olhos, chorei, conversei, pedi por favor. Me humilhei, mas não tenho carrego a cruz por preguiça de tentar. Eu tentei. Agora só espero que esteja aqui, mas queira estar.


"Quem ama nesta vida, as vezes ama sem querer!"
Cazuza

@MarlonFernando

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Pós-Pub

"Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós

Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder

E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)"

-
Um copo transbordando sentimentos tão diferentes, que se misturam em minha cabeça e chega parecer que estão contra mim. É amor, é medo, é carinho, é desconfiança, é insegurança, é respeito, é vontade de acreditar, é uma torcida gigantesca para que dê tudo certo, é mais uma dose de medo de quebrar a cara...
Me assumo diretamente culpado por tanto sentimento bom, assim como me sinto o dono majoritário da senhora insegurança, mas tenho que deixar claro que existe um pequeno acionista aí.
Eu finjo ter paciência, eu realmente finjo, mas tem uma hora que não dá. E eu lamento muitissimo, porque como já dito, também morre quem atira. Eu peco em sentimentos que, quem realmente me conhece sabe que, não são meus: medo, insegurança. Do outro lado peca em contradições. Não estou aqui apontando os erros de ninguém, estou é tentando encontrar uma brecha pra encontrarmos a saída nesse canto onde estamos sendo enfiados por terceiros que são quase quartos, quintos... ao menos pra mim. Na vida nós só podemos dizer por nós mesmo, até segunda ordem, então que assim seja. Existe muito amor aqui, amor até mais do que eu queria, se é que eu queria amor. Resta vontade de acreditar, vontade de confiar, vontade de voltar a auto-confiar. O medo que existe dentro de mim toma conta de mim inteiro. É um medo de me trair comigo mesmo, medo de deixar de lado eu pra viver por alguém enquanto pode não ser tão reciproco assim. Eu paro, penso, penso e me pergunto: "Até onde iria mesmo por mim? Até onde eu iria mesmo por ti?", o problema é que pra ambas as perguntas eu não tenho uma resposta. Como disse, posso dizer apenas por mim, e digo, eu iria tão longe que não sei se conseguiria voltar.
Eu vou embarcando nessa mesmo, vou me deixar ir até onde o tempo puder me levar, só peço encarecidamente, não me machuque porque eu gosto tanto quando consigo confiar no "eu te amo", quando posso sentir essa frase bem no pé-d'ouvido. Enquanto isso eu vou aprendendo com meus erros, vou conhecendo os meus limites, vou testando minha paciência e vou distribuindo todo meu amor, só espero não ficar vazio!


"Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo, você corre o risco de se machucar.
Dê o que você tem de melhor, mesmo assim."



(Tem tanta coisa que não disse aí, mas penso, em sua maioria coisas boas. Sei que estou muito errado em várias coisas, ms sei que estou certo em várias outras. Texto escrito bem rápido devido o efeito do Dramin).