"Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)"
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Um copo transbordando sentimentos tão diferentes, que se misturam em minha cabeça e chega parecer que estão contra mim. É amor, é medo, é carinho, é desconfiança, é insegurança, é respeito, é vontade de acreditar, é uma torcida gigantesca para que dê tudo certo, é mais uma dose de medo de quebrar a cara...
Me assumo diretamente culpado por tanto sentimento bom, assim como me sinto o dono majoritário da senhora insegurança, mas tenho que deixar claro que existe um pequeno acionista aí.
Eu finjo ter paciência, eu realmente finjo, mas tem uma hora que não dá. E eu lamento muitissimo, porque como já dito, também morre quem atira. Eu peco em sentimentos que, quem realmente me conhece sabe que, não são meus: medo, insegurança. Do outro lado peca em contradições. Não estou aqui apontando os erros de ninguém, estou é tentando encontrar uma brecha pra encontrarmos a saída nesse canto onde estamos sendo enfiados por terceiros que são quase quartos, quintos... ao menos pra mim. Na vida nós só podemos dizer por nós mesmo, até segunda ordem, então que assim seja. Existe muito amor aqui, amor até mais do que eu queria, se é que eu queria amor. Resta vontade de acreditar, vontade de confiar, vontade de voltar a auto-confiar. O medo que existe dentro de mim toma conta de mim inteiro. É um medo de me trair comigo mesmo, medo de deixar de lado eu pra viver por alguém enquanto pode não ser tão reciproco assim. Eu paro, penso, penso e me pergunto: "Até onde iria mesmo por mim? Até onde eu iria mesmo por ti?", o problema é que pra ambas as perguntas eu não tenho uma resposta. Como disse, posso dizer apenas por mim, e digo, eu iria tão longe que não sei se conseguiria voltar.
Eu vou embarcando nessa mesmo, vou me deixar ir até onde o tempo puder me levar, só peço encarecidamente, não me machuque porque eu gosto tanto quando consigo confiar no "eu te amo", quando posso sentir essa frase bem no pé-d'ouvido. Enquanto isso eu vou aprendendo com meus erros, vou conhecendo os meus limites, vou testando minha paciência e vou distribuindo todo meu amor, só espero não ficar vazio!
"Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo, você corre o risco de se machucar.
Dê o que você tem de melhor, mesmo assim."
(Tem tanta coisa que não disse aí, mas penso, em sua maioria coisas boas. Sei que estou muito errado em várias coisas, ms sei que estou certo em várias outras. Texto escrito bem rápido devido o efeito do Dramin).
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