Escrevo, edito, reescrevo, edito novamente...
e tento incansávelmente esconder a dor que percorre pelas minhas veias. Essas máscaras não são as minhas favoritas, elas nunca foram. Eu já havia provado desse eu e já havia dito que não gostava de nenhum pouco. Nem a frase mais linda, nem o maior esforço, nem a maior declaração, nem os maiores planos que eu tinha, nem mesmo o básico "eu te amo" foi capaz de fazer você olhar pra mim. Não foi capaz de fazer você estar comigo. De tudo resta o aprendizado, de que as vida é assim, ás vezes justa, outras vezes nem tanto, mas ela não perde tempo em se auto-viver e não deixa que a decidam, ela faz por si própria. De tudo resta a vergonha de não ter deixado a "ficha" cair antes pelo simples egoísmo de querer mais do que tudo, pelo simples ato de não olhar em tua volta e ver que não era você. Resta a vergonha de ter quisto tanto, e muitas vezes ter quisto sózinho.
O amor não necessáriamente é feito a dois.
Eu escrevo, edito, e sempre sinto a mesma vontade que estou sentindo agora de apagar tudo o que foi escrito pra que não caia minhas armaduras. Eu realmente preciso de proteção.
Eu atraí pra mim os maiores monstros que podia vir a noite, embaixo da cama que eu nem durmo por medo da solidão... Eu vi morrendo os que eu achava que lutam ao meu lado, eu não sei mais até onde posso ir. Eu criei uma casca que parece não deixar-me ser atingido. Eu ando agindo de um jeito que eu não me imaginava. Eu vejo rosto lindo, eu quero esse rosto, mas esse não é o coração que eu queria, esse não é o coração pelo qual eu me errôneamente entreguei o meu. O que eu realmente não entendo é: Como posso gostar tanto de alguém que nem me conhece? Alguém que não sabia/queria ver o meu olhos brilharem e o meu sorriso refletir..
Eu nem quero entender muitas coisas, porque quando eu quis entender, eu não gostei do que entendi.
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