"Mas ainda sei me virar"
Será que sei mesmo? Parece que eu nunca vou conseguir dizer o que eu tanto quer dizer, parece que nem mesmo vou conseguir escrever o que se passa comigo agora. Eu que sempre consegui me expressar em primeira ou terceira pessoa já não tenho mais o lápis em minha mão. É como se me dessem um lápis na mão esquerda e obrigassem a escrever um livro.
Parece que encontrei aquele brinquedo que via em todos os panfletos de lojas caras. Aquele brinquedo que eu sempre quis ter. Aquele que pisca, aquele que tem controle remoto e que a gente adora exibir por ser tudo o que a gente queria e finalmente conseguiu encontrar em tuas mãos com ar de propriedade. Mas aí vai você e avacalha tudo. Aperta com tanta força que bota um final nesse tão sonhado brinquedo. É mais ou menos isso. Eu esperei, procurei, esperei mais um pouco e sempre encontrava um diabinho e um anjinho em meu ombro, cada um de um lado. O anjinho dizia "quem espera sempre alcança", mas gritava o diabinho "quem espera sempre cansa". O anjinho acertou na lata. Esperei e no tempo certo olha o que eu vejo [brilham os olhos, o coração acelera, as pernas tremem tão fortes quanto o resto do corpo, e as mãos apalpam com ar de vitória] aquele brinquedo tão sonhado estava em minha frente, mas como já dito, eu o quebrei. Minha sorte é que existe uma grande chance de conseguir arrumá-lo e fazer novamente meus olhos brilharem e sabe, eu tenho medo de estar errado, mas parece que os olhos desse brinquedo também brilham e parece que tem pulsação, e parece que só eu o tenho. Só preciso confirmar isso e ta tudo certo.
"Eu tô te esperando, vê se não vai demorar..."
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